domingo, 17 de novembro de 2013

Os seis estilos ou arquétipos dos processos decisórios de TI

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Ao lermos o modelo teórico dos arquétipos decisórios de Weill e Ross percebemos que eles variam basicamente de estruturas altamente centralizadas a muito descentralizadas.  Contudo, verificamos também que o processo decisório empresarial envolvendo TI não é algo estático, amarrado. Não é raro verificar que as organizações se utilizam de modelos diferentes para cada tipo de decisão a ser tomada, ou até mesmo uma combinação de tais estilos. Vejamos quais são esses estilos, as vantagens e desvantagens de cada um deles:

1 - Monarquia de negócio:

Esse é um modelo decisório mais centralizado. Nele verificamos que os altos gerentes são os que tomam as decisões – inclusive as de TI – e que vão afetar o negócio como um todo. Contudo, como a área de Tecnologia é extremamente técnica, é de se esperar a colaboração direta do CIO e alguns de seus colaboradores diretos, bem como de outras áreas chave da empresa, como a de orçamento, por exemplo, em vista de envolver, muitas vezes, custos elevados.

1.1  - Vantagens:  Nesse modelo, a empresa é vista de uma forma mais holística, tendo em vista que os altos executivos tendem a enxergar não somente a área de TI, mas as implicações na adoção de uma determinada tecnologia para toda a empresa. Não existirão muitas barreiras para sua implementação, pois ela vem de “cima para baixo”.
1.2  Desvantagens: Se não houver a colaboração do CIO e outras pessoas técnicas, a decisão pode ser influenciada por aspectos meramente políticos ou correm o risco de serem pouco embasadas tecnicamente. Outro aspecto relevante é a baixa participação do nível operacional na adoção de estratégias que afetam diretamente a base da pirâmide, levando a baixo comprometimento e podendo levar ao insucesso da empreitada. 
2 – Monarquia de TI:

Nesse modelo são os executivos de TI que tomam as decisões atinentes à área de tecnologia. Como a área é extremamente técnica, os altos executivos confiam ao CIO e seus colaboradores a condução do processo decisório de TI, ou, pode tratar-se meramente de uma decisão interna que não chegará ao nível dos altos executivos (ex: adoção de um determinado software ou arquitetura de desenvolvimento). Nesse modelo, o CIO goza de um bom nível de influência com os altos executivos e tem liberdade de tomar as decisões. Geralmente elas estarão alinhadas ao planejamento estratégico empresarial, onde o gestor de TI pode ter tido participação ativa na sua elaboração.

1.1   Vantagens: As decisões são tomadas de forma mais rápida e são facilmente adotadas, por não haver muita possibilidade de haver resistência por parte da alta cúpula de TI. Além disso, haverá pouca interferência externa, o que dará à área de tecnologia liberdade na condução do processo decisório.
1.2  Desvantagens: Se o CIO não se alinhar com o planejamento estratégico da empresa, suas decisões poderão ser revisadas pelos altos executivos.
3 – Feudal:

Nesse modelo, bem descentralizado, cada unidade de negócio toma sua própria decisão e de forma independente. É um modelo baseado nas tradições da Inglaterra feudal, onde tínhamos a figura dos príncipes e princesas ou cavaleiros escolhidos que tomavam suas decisões baseando-se em suas necessidades locais.

3.1 Vantagens: Como o poder decisório está mais próximo, as decisões tendem a ser mais facilmente aceitas e a endereçar às necessidades de cada local, trazendo maior apoio e satisfação por parte da equipe envolvida.

3.2 Desvantagens: Dificulta a tomada de decisão da empresa como um todo, e pode gerar uma “colcha de retalhos”, onde cada unidade local “remenda” seu pedaço e a peça final resultante tem pouca padronização.

4 – Federal

Combinação dos modelos feudal com monarquia de negócio, podendo contar com o envolvimento do pessoal de TI. É um modelo tradicional na área de governo, onde se tende a equilibrar responsabilidades e cobranças entre múltiplos órgãos, como o país e os estados, por exemplo.  Os representantes do modelo podem ser os líderes regionais ou os detentores dos processos de negócios. Podem contar com o pessoal de TI para auxiliar como participantes adicionais ao processo.

4.1 – Vantagens: Por ser um modelo onde há participação de todos os envolvidos no processo, pode incluir os interesses do centro do poder como também das unidades federadas, aumentando o nível de satisfação de todos e melhorando os resultados obtidos.

4.2 – Desvantagens: É um modelo de difícil implementação, tendo em vista a disparidade de interesses entre os líderes empresariais dos líderes das unidades regionais. Além disso, as unidades maiores podem ter seus interesses mais acolhidos, por conta de seu maior poder de barganha, deixando as unidades menores insatisfeitas no processo decisório e provocando uma ruptura entre os envolvidos. Para diminuir e resolver os conflitos, é necessária a criação de um comitê executivo.

5 – Dupla Polaridade de TI

Uma espécie de duopólio entre o gestor de TI e o gestor de outra área, é muito comum em decisões que envolvem arquitetura e infraestrutura. Uma parte clara neste modelo é que a área de TI sempre é uma das áreas envolvidas no arranjo bilateral.

5.1 – Vantagens: Como o processo decisório sempre envolverá a área de TI como uma das partes no arranjo, as decisões tendem a ser mais técnicas e mais embasadas, por conta da presença garantida do CIO e seus colaboradores.

5.2 – Desvantagens: Como pode não envolver a alta administração, as decisões no modelo de dupla polaridade de TI podem não refletir tão bem os interesses institucionais, mas meramente os interesses dos envolvidos no arranjo.

6 - Anarquia

Nesse modelo as decisões de TI são tomadas de forma individual ou por pequenos grupos isolados e geralmente consideram somente suas necessidades locais. É um modelo que dificilmente é sancionado pela alta administração, e ocorre em processos mais próximos do nível operacional.

6.1 – Vantagens: Se é que podemos abordar uma vantagem do modelo, falaremos da rapidez que as decisões são tomadas, independentemente de estarem corretas ou não.

6.1 – Desvantagens: As desvantagens desse modelo são muitas: ele depende muito da “intuição” do indivíduo ou do pequeno grupo envolvido na decisão e ela pode estar totalmente desalinhada com os objetivos da área de TI ou até mesmo institucionais. Também é um modelo oneroso de se sustentar e preservar.

Referências:

  •  Artigo: Entendendo a Governança de TI - Novas Direções para a Administração Pública Fabio Perez Marzullo1; Carlos Henrique A. Moreira2; José Roberto Blaschek (1 Autor do artigo, 2 e 3 Co-autores do artigo)
  • Artigo: Seminário de governança de TI da Unicamp

quarta-feira, 15 de maio de 2013

How to recover the lost start menu in Windows 8 | Como recuperar o saudoso botão iniciar no Windows 8


English Article (artigo em português mais abaixo):

Microsoft have made a tremendous effort with it’s new metro user interface to reinvent the way we Interact with the operating system. To make us use the new environment, the start menu was completely removed from the system. The idea to make a single OS for tablets and desktop PC’s is a little bit akward for some users. But, don’t be too fast to complain: developers rushed to ressurrect the old start menu for those who are not comfortable with the new way of doing things in the computer.  There are a couple of tools to make that happen, and we’ll explore two of them here, that are for sure the best tools to get the so desired button back!

StartMenu8 (Free tool)

StartMenu8 makes the Windows 8 desktop environment very similar to Windows 7, and the best thing is that it is completly free. You even have the option to disable the sidebar (I don’t recommend, since metro has it’s advantages too). By default it skips the Windows 8 start screen and lead you directly to the desktop environment with the start menu enabled. It’s a very good option, since you can still have the metro user interface and the sidebar, but the default welcome screen will be the old fashion desktop.


See and download it here.

StartIsBack (Paid Option)

The StartIsBack is probably the tool that most resembles Windows 7 user environment but the drawback is that it is a paid version. Ok, it is a very cheap one - and we’re not Julius from "everybody hates Chris" (the tool costs only US$ 3,00 and you can test it for free for 30 days) - and more professional then StartMenu8. Bellow is a screenshot of the product.



See and download it here.

Well, if you miss that little button in your Windows 8 operating system you don’t need to complain anymore. He’s back and you can even choose which software most fits your need for the, it’s never too much to repeat, start menu!

Artigo em Português:

A Microsoft fez um esforço tremendo com sua nova interface do usuário metro para reinventar a maneira que lidamos com o sistema operacional. Para nos forçar a usar o novo ambiente, o menu iniciar foi completamente removido do sistema. A ideia de fazer um único S.O para tablets e PC’s pode parecer um pouco estranha para alguns usuários. Mas não seja tão rápido para reclamar: os desenvolvedores se apressaram para ressuscitar o velho botão iniciar para aqueles que não andam muito confortáveis com a nova maneira de fazer as coisas no computador. Existe um punhado de ferramentas para tornar isso possível e nós vamos explorar duas delas aqui, que certamente são as melhores ferramentas para ter de volta o botão tão desejado.

StartMenu8 (Ferramenta gratuita)

StartMenu8 torna o ambiente da área de trabalho do Windows 8 muito similar ao Windows 7, e a melhor coisa é que ela é totalmente gratuita. Você tem até mesmo a opção de desabilitar a barra lateral (eu não recomendo, visto que o metro tem suas vantagens também). Por padrão ela desabilita a tela inicial do Windows 8 e te conduz diretamente ao ambiente da área de trabalho com o menu iniciar habilitado. É uma excelente opção, visto que você ainda conta com a interface de usuário metro e com a barra lateral, mas com a tela inicial da velha e boa área de trabalho do Windows 7.


  Veja e faça o download aqui.

StartIsBack (Opção paga)

O StartIsBack é muito provavelmente a ferramenta que mais se assemelha ao ambiente de usuário do Windows 7, mas a desvantagem é que essa é uma versão paga. Ok, é muito barata e não queremos dar uma de Julius do “Todos odeiam o Cris” (a ferramenta custa apenas US$ 3,00 e você pode testá-la de graça por 30 dias) e é mais profissional que o StartMenu8. Abaixo um screenshot do produto.


Veja e faça o download aqui.

Bem, se você sente saudades daquele pequeno botão no seu sistema operacional Windows 8 você não precisa mais reclamar. Ele está de volta e você pode até escolher qual desses softwares mais se ajusta às suas necessidades para, nunca é demais repetir, ter de volta o seu velho menu iniciar!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Batismo infantil no cristianismo – Uma prática Bíblica ?

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Ontem vi uma notícia muito positiva. Várias denominações protestantes nos EUA estão em vias de assinar um acordo com a Igreja Católica para reconhecimento mútuo do sacramento do batismo. Isso significa, em termos práticos, que se um protestante virar católico (ou vice-versa), ele não terá de ser rebatizado. O sacramento do batismo será válido para as igrejas signatárias do acordo. No entanto, muitas questões vão surgir nas mentes das pessoas, principalmente na dos protestantes. Para os católicos o reconhecimento do batismo realizado nas Igrejas protestantes nunca foi um problema, exceto naquelas que possuem vícios patentes na fórmula batismal, como é o caso de algumas seitas (ex: testemunhas-de-jeová). Mesmo antes a Igreja Católica já reconhecia como válidos os batismos realizados pelas denominações protestantes tradicionais, como a Igreja Batista, a Assembleia de Deus, a Presbiteriana, dentre outras mais sérias.  O problema sempre foi no sentido inverso. Sempre que algum católico, por alguma razão, resolvia abandonar a Igreja para frequentar um templo protestante, não era raro haver a exigência do rebatismo. “Não reconhecemos o batismo infantil” ou “não reconhecemos o batismo da Igreja católica”, são algumas das objeções mais frequentes para a prática de repetir um sacramento que é, em sua essência, irrepetível.

Neste breve ensaio, vamos mostrar a razão que possivelmente levou as denominações protestantes a assinarem o histórico acordo, bem como mostrar de maneira sólida que o batismo infantil é não somente correto, mas é também, acima de tudo, bíblico.

A circuncisão judaica era uma sombra do batismo cristão

O apóstolo São Paulo nos diz que a Lei era uma “apenas uma sombra dos bens futuros” (Hb 1,10sei que há controvérsias acerca da autoria da epístola aos Hebreus, mas ficarei com a interpretação mais aceita de que foi São Paulo o seu autor). Em Colossenses 2,11-12 ele faz o paralelo direto entre a circuncisão judaica e o batismo cristão. Enquanto que a circuncisão marcava para o judeu a entrada na aliança mosaica, no "povo eleito de Deus", para o cristão o batismo marca a entrada da pessoa na comunidade, na Igreja do Senhor Jesus Cristo. A analogia é tão clara que ele (São Paulo) chama o batismo de “circuncisão de Cristo”.

Sendo a circuncisão judaica um paralelo do batismo cristão, surge a pergunta inevitável: os judeus circuncidavam seus filhos em qual fase da vida ? Na vida infantil, e para ser mais preciso, no oitavo dia de vida (ver em Gn 17,11). Os fisiologistas Emmett Holt e Rustin Mcintosh descobriram em suas pesquisas que um bebê recém-nascido tem maior facilidade de apresentar um quadro hemorrágico entre o seu 2º e 5º dia de vida. Porém, no 8º dia os níveis de Vitamina K e A Protombina são normais no sangue do bebê, não havendo riscos de hemorragia. Também observou-se que a vitamina K, que é um importante fator de coagulação, não atinge os níveis ideais entre o 5º e o 7º dia de vida. Porém, no 8º dia os níveis da vitamina estão no ponto ideal para evitar o processo hemorrágico. Aqui cabe uma pergunta: como Abraão poderia saber dessa informação ?

Se a circuncisão marcava a entrada do judeu no chamado “povo eleito de Deus”, na Antiga Aliança, e que ela é, na interpretação canônica de São Paulo uma sombra do batismo cristão, que marca a entrada da pessoa na Igreja e na aliança do Novo Pacto, e que tal procedimento era feito na infância, qual a razão de rejeitar a ideia de que o batismo pode – e deve – ser ministrado igualmente nas crianças recém-nascidas? Guarde esta pergunta para respondê-la de forma consciente no final do artigo.

A Bíblia nega em algum lugar a prática do batismo infantil ?

Por mais que se tente dizer que na Bíblia só temos exemplos de batismos entre adultos – o que não é bem uma verdade – em lugar algum das Escrituras vemos qualquer menção proibindo a prática. A proibição, por mais irônico que possa parecer, não resiste ao exame de um dos pilares do protestantismo – o “Sola Scriptura”. Os opositores da prática podem relutar, mas, se forem pressionados, acabarão por admitir que não existe um só versículo que negue ao cristão a possibilidade de batizar suas crianças.

Antes de prosseguirmos em nossa linha de raciocínio, devemos, primeiro, entender o quê significa o batismo cristão.

O que é o Batismo ?

O batismo é para a Igreja um sacramento, um mandamento expresso de Jesus Cristo para aqueles que desejam entrar na vida cristã e na própria vida eterna. “...em verdade te digo: quem não nascer da água e do espírito, não pode entrar no reino de Deus” (João 3,5). “Ide pois, e ensinai a todas as nações: batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mateus 28,19). “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Marcos 16,16).

Todas essas palavras são atribuídas ao próprio Jesus Cristo. Sendo assim, o batismo não é uma brincadeira. Também não é algo “opcional”, algo que o cristão pode considerar fazer ou não. É uma ordenança, que deve ser cumprida. Afinal, a Igreja, desde os tempos primeiros do cristianismo entendeu a relevância da admoestação de Jesus e reconheceu o batismo como sacramento, o ritual de entrada na comunidade cristã. Não é à toa que o primeiro manual de liturgia conhecido pela Igreja (Didaquê) já enfatizava que aos não-batizados não era lícito aproximar-se da eucaristia:

Que ninguém coma nem beba da Eucaristia sem antes ter sido batizado em nome do Senhor, pois sobre isso o Senhor [Jesus] disse: "Não deem as coisas santas aos cães".

Vemos claramente que Jesus Cristo deu a este sacramento o efeito de produzir um “Renascimento”, uma “Regeneração Espiritual” (João 3,5 e Tito 3,5-7), que tem o condão de perdoar até mesmo o pecado original e outros, se houverem, comunicando à alma a graça divina e santificante (Efésios 5,26-27). Que o pecado original é trazido no homem desde o nascimento há pouca margem para dúvida. A epístola de São Paulo aos Romanos no capítulo 5, nos versículos 12-14 e 19 mostra os efeitos do pecado original no homem. E São Pedro destaca em Atos 22,16 acerca da possibilidade de lavá-los no batismo: "E agora, porque te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele." O sacramento do batismo aparece na Sagrada Escritura como tendo este poder – dado por Cristo, é claro – de lavar os pecados daquele que é batizado. Lembremos também a ocasião em que São Pedro anunciou enfaticamente: “Convertei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos vossos pecados.” (At 2,38-39). Alguém ainda pode duvidar que o sacramento do batismo lava o cristão do pecado original ?

E o ladrão da cruz, precisou de batismo para se salvar ?

Muitos gostam de destacar as exceções como se estas devessem ser consideradas como regras. É evidente que o ladrão da cruz não foi batizado, e mesmo assim Jesus garantiu a ele que naquele dia ainda estaria com ele “...no paraíso” (Lc 23,43). Temos de considerar dois fatores nesta passagem: primeiro, Cristo nem sequer havia morrido naquele momento. A Antiga Aliança ainda estava em pleno vigor. A Nova Aliança só começou a vigorar e ter pleno efeito após a ressurreição do Senhor.  E você lembra o que marcava a entrada de alguém na velha aliança ? Sim, a circuncisão. Mas, devemos considerar também que quem estava na cruz próximo ao “bom ladrão” era ninguém mais, ninguém menos que o próprio Deus encarnado. Ele não somente tinha o poder como a capacidade de salvar a quem ele bem entendesse.

A regra que deve ser considerada pelo cristão está bem expressa na Sagrada Escritura: o batismo é condição básica para alguém ser considerado cristão.

E as crianças que morrem sem batismo, estão perdidas ?

Creio que esta pergunta fica bem respondida com o texto dos evangelhos, que diz em suma “Deixai as crianças virem a mim, e não as impeçais, porque o Reino dos céus pertence a tais como estes.” (Mateus 19,14, Marcos 10,14, Mateus. 18,2-5 e Lucas 18,16)

As crianças são seres que ainda não foram contaminadas, do todo, pela maldade. Elas têm, é claro, o pecado original, se não tiverem sido lavadas dessa sujeira no sacramento do batismo. Contudo, Deus, em sua infinita misericórdia, saberá tratar com esses seres inocentes que morrerem sem cumprir o seu mandamento, porém, sem carregarem a culpa por isso. Como poderíamos imputar culpa a uma criança que depende muitas vezes de seus pais para tudo ? Mas aqui façamos um paralelo. Na Antiga Aliança, deixar de circuncidar o filho homem no oitavo dia era algo impensável para os judeus. Deixar de fazê-lo significaria uma desobediência grave ao preceito da Lei por parte dos pais.  Por mais irônico que possa parecer, o próprio Moisés quase foi morto pelo Senhor enquanto estava reticente em circuncidar seu filho (por favor, leia Êxodo 4,24). Dai vemos a gravidade em deixar de cumprir um mandamento expresso do Senhor.

Se o batismo infantil era o padrão, por que Jesus se batizou somente depois de adulto ?

Antes de considerarmos essa questão, devemos lembrar que Jesus Cristo viveu e cumpriu integralmente a Velha Aliança, para então inaugurar a Nova. O sacramento do Batismo não era a regra quando do nascimento do Salvador. Na verdade, ele só faz parte do ministério de Jesus quando o mesmo se iniciou, quando ele tinha 30 anos, através das mãos de João Batista, aquele que veio para “preparar o caminho do Senhor”. Sendo assim, como Jesus poderia ser batizado se ainda seu ministério e a Nova Aliança sequer havia iniciado? Os ritos da lei mosaica só deixariam de valer após a ressurreição de Cristo (cf. Mt 26:61). Mas, nunca é demais recordar que Jesus foi apresentado no templo quando criança, pois este preceito da lei mosaica ainda estava em plena validade, enquanto que o batismo ainda não. Veja que os ritos de iniciação da religião judaica nunca excluíram as crianças: tanto a circuncisão, para os filhos varões, quanto a consagração no templo eram feitos quando a criança era recém-nascida. Por qual razão o batismo, o ritual de iniciação cristã por excelência, deve deixar de fora aqueles a quem Jesus tanto frisou para deixar virem a ele?

A Bíblia mostra o batismo de famílias inteiras, não há nenhuma razão para acreditarmos que as crianças eram excluídas. Aliás, as palavras usadas na Sagrada Escritura as inclui quase de forma explícita

“Deixai as crianças virem a mim, e não as impeçais, porque o Reino dos céus pertence a tais como estes.” (Mt 19,14; Mc 10,14; Mt. 18,2-5 e Lc 18,16). Quando São Pedro diz em Atos 2:38-39, que a promessa do batismo é “para você e seus filhos, e aqueles muito longe.” A palavra grega empregada para denotar “filhos” é teknon. Esta é a mesma palavra usada em Atos 21,21 para descrever crianças de oito dias de idade (a mesma idade da circuncisão judaica). Sendo assim, São Pedro afirma que o batismo é tanto para crianças quanto para adultos. Além disso, em Atos 16,15, lemos que Lídia e “sua casa ou lar” foram batizados. A palavra para ”casa ou lar” aqui é éoikos, e sua definição incluía lactentes e crianças. “Naquela hora da noite, o carcereiro levou-os consigo para lavar as feridas causadas pelos açoites. A seguir, foi batizado com todos os seus. (At 16,33)” “Crispo, o chefe da sinagoga, acreditou no Senhor com toda a sua família; e muitos coríntios, que escutavam Paulo, acreditavam e recebiam o batismo. (At 18:8)” “Ah! Sim. Batizei também a família de Estéfanas. Além deles, não me lembro de ter batizado nenhum outro de vocês” (1 Cor 1,16). Devemos lembrar que na cultura judaica as famílias eram, via de regra, grandes. E certamente incluía crianças de todas as idades, inclusive recém-nascidos. O batismo de famílias inteiras só reforça a tese de que as crianças que faziam parte delas estavam inclusas no arranjo cristão.

É importante salientar que se a prática do batismo infantil fosse ilícita, como alguns querem dar a entender, era de se esperar que a Sagrada Escritura a proibisse explicitamente, principalmente para conter os judeus da aplicação de Batismo para seus filhos, como faziam com a circuncisão.  Mas o silêncio encontrado no Novo Testamento e nos escritos dos Patriarcas é retumbante, um silêncio que é muito profundo e ao mesmo tempo significativo.

O testemunho dos primeiros cristãos e dos pais da Igreja

O cristianismo existe há mais de dois mil anos. E o mais impressionante é que a história de nossa religião é ricamente documentada. É uma pena que para muitos cristãos, a Igreja parece ter congelado no tempo após São João ter escrito o último ponto do apocalipse. Nada mais longe da verdade. Os apóstolos deixaram sucessores em cada Igreja que fundaram pessoalmente. Homens que aprenderam deles as tradições cristãs e os instruíram a conservá-las (1 Tm 6,20). Muitos deixaram escritos que foram preservados e que estão à nossa disposição ainda hoje, mostrando um retrato inconfundível de como era a fé dos primeiros cristãos.

Acerca do batismo, não são poucos os testemunhos escritos e até achados arqueológicos acerca da prática de incluir as crianças recém-nascidas neste sacramento. Vejamos alguns exemplos patentes.

Irineu, que viveu entre os anos 130-200 d.C, escreve acerca do batismo cristão:

Pois Ele [Jesus] veio para salvar a todos através de Si mesmo – tudo, eu digo, que através Dele nasceram de novo a Deus – bebes e crianças, e meninos, e jovens e velhos” (Contra heresias, 2, 22, 4).

Clemente de Alexandria, que viveu entre 155-225 d.C escreveu que o batismo se destina:

"a crianças pequenas" (O pedagogo 3,11, 195 d.C)

Hipólito, que viveu entre 169-235 d.C, recomenda:

"Sejam batizadas, primeiramente as crianças" (Tradição Apostólica - 215 d.C)


Orígenes, que viveu entre 185-255 d.C escreve:

A Igreja recebeu dos Apóstolos a Tradição de dar batismo também aos recém-nascidos” (Ad Rom. 5, 9)

Cipriano, bispo de Cartago, na África, que viveu no segundo século da era cristã, escreveu:

A graça do batismo não deve ser apartada de ninguém e especialmente das crianças. Pois os Apóstolos, a quem foram confiados os segredos dos mistérios divinos, sabiam que há em todos, as manchas do pecado original, que devem ser lavados através da água e do Espírito”. (Comentários Sobre Romanos 5,9)

Santo Agostinho, respeitado tanto por católicos quanto por protestantes, também dá um testemunho fundamental acerca da questão.

Este [o batismo infantil], a Igreja sempre teve, sempre manteve, o que ela recebeu da fé dos nossos antepassados; isso, ela guarda perseverantemente até o fim” (Sermão. 11, De Verbo Apost)

Quem é tão impiedoso  ao desejar excluir as crianças do reino dos céus proibindo-as de ser batizadas e nascidas de novo em Cristo?” (Sobre o pecado original 2, 20)

Além desses exemplos temos vários outros de concílios regionais e ecumênicos, mas as referências aqui alistadas já são suficientes para mostrar o ponto que a Igreja primitiva foi praticamente unânime no tocante à licitude da prática do batismo infantil.

Achados arqueológicos reforçam o batismo infantil

Em Maio de 2005 tivemos uma grande descoberta no campo da arqueologia. Foi encontrada em Jerusalém o que se acredita ser a mais antiga Igreja cristã já vista. Nas escavações feitas para a ampliação de um presídio no vale do Megido tivemos a grata surpresa. Transcrevo abaixo um trecho de um artigo da internet:

Durante os primeiros trabalhos para a construção de mais um setor da cadeia foi achado junto do local um mikveh, ou seja uma pia batismal” (fonte: http://www.cafetorah.com/node/94). Quero chamar a sua atenção para um detalhe: a mikveh, ou pia batismal.

Além disso, as catacumbas de Roma, onde eram realizadas as primeiras missas, quando a Igreja sofria forte perseguição do Império Romano, temos uma singela pintura na parede. A pintura de uma criança sendo batizada, por aspersão, por um adulto.

Figura pintada na parede de uma Igreja primitiva (início do século II)


"Sou contra o batismo infantil. Algo feito sem a devida consciência não tem validade"

Será ? Então teremos de concluir também que a circuncisão judaica não valia. Já parou para pensar nas consequências deste tipo de raciocínio ? Quantas decisões os seus pais tomaram por você e que por mais que você tente, não conseguirá invalidá-las ? Só para começar com um exemplo bem claro, foram seus pais que escolheram o seu nome. Você não teve nenhuma participação nisso. Goste do seu nome ou não, é o seu nome. A justiça só costuma deferir pedidos de mudança nos casos em que o nome causa embaraço para a pessoa. Do contrário é com esse nome escolhido pelos seus pais que você terá de conviver para o resto de sua vida. Eles também escolheram a escola que você ia estudar. Escolheram a roupa que você vestia. Escolheram o tipo de penteado que você ia usar. Escolheram também para onde te levar, qual a diversão que você iria ter. Então por que não poderiam escolher batizar você numa Igreja cristã ? Depois de adulto você pode optar por seguir a fé de seus pais ou não e isso em nada invalida o ato realizado por eles, que, por amor, levaram você de maneira salutar à Igreja cristã para lavar a sua mancha do pecado Adâmico.

Além disso, como Jesus mesmo disse, é necessário ao cristão "nascer da água e do espírito" (Jo 3,5). Na Igreja Católica, o nascimento na água é representado pelo batismo, geralmente feito nas crianças, para retirar a mancha do pecado original. Porém, existe um segundo sacramento, ministrado somente após a idade da razão - ou seja, após os 15 anos e por opção pessoal do candidato - chamado de Crisma. Este sacramento consiste na confirmação do Batismo pelo Espírito Santo, na qual o fiel crismando é enviado ao mundo para testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo em atos e palavras. Vemos assim que a objeção apresentada para invalidar o batismo católico por retirar da pessoa a possibilidade de escolha de seu caminho espiritual não tem nenhuma base sólida.

Conclusão

Depois de tudo o que já vimos, fica clara e evidente a prática cristã do batismo, e que ela incluía as crianças no arranjo. Toda e qualquer argumentação em contrário parte de sofismas e de argumentos construídos meramente para se sobrepor à prática cristã adotada há milênios. É uma tese feita sob medida, com uma conclusão preconcebida e fechada aos fatos. Vimos aqui coisas que, uma vez conhecidas, praticamente impossibilitam a mente aberta a, pelo menos, aceitar o fato de que o batismo praticado pela Igreja Católica é não somente válido, como é exatamente aquele mesmo rito instituído pelos apóstolos de Jesus Cristo.

Terminarei este artigo com as palavras de Santo Agostinho:

Quem é tão impiedoso ao desejar excluir as crianças do reino dos céus proibindo-as de ser batizadas e nascidas de novo em Cristo?

Ou quem sabe as palavras do próprio Cristo não ecoam melhor em sua mente ?

Deixai vir a mim as criancinhas...não as impeçais

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

It's Christmas! | É natal!

Merry Christmas and a shiny 2012!

Dear reader,

May the flame of this Christmas bring to your heart the true sense of commemorating Christ's birthday, that is to allow him, with all his virtues, come to born in the heart of every human being. That this Christmas symbolizes to you and your family a time of peace, love and respect for the neighbor. Everything else will come in addition. Merry Christmas and an excellent 2012! 



Feliz Natal e um iluminado 2012!

Querido leitor,

Que a chama deste natal possa trazer ao seu coração o verdadeiro sentido de comemorar o natalício de Jesus Cristo, que é deixar que Ele, com todas as suas virtudes, venha nascer no coração de cada ser humano. Que este natal simbolize para você e sua família um tempo de paz, de amor e de respeito ao próximo. Tudo o mais virá em acréscimo. Feliz Natal e um excelente 2012!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Bill Gates may come back to the command of Microsoft | Bill Gates poderá voltar ao comando da Microsoft

English article:

photo credit: microsoft.com

After a long period devoting his life mainly to philanthropy, Gates may be returning to Microsoft's command.  The news is confirmed by a prominent chief executive to Fortune magazine. Rumors are that the reason for gates considering a return are company’s stock prices, which have lowered during Steve Ballmer’s period ahead Microsoft.

Let’s wait for the decision of the multi-billion genius of IT and administration and his possible return to command one of the giants of the sector.

Artigo em Português:

Após um longo período devotando sua vida à filantropia, Bill Gates poderá estar voltando ao comando da Microsoft. A notícia é confirmada por um importante executivo chefe à revista Fortune. Rumores indicam que a razão para Gates considerar um retorno está no preço das ações da empresa, que diminuíram durante o período em que Steve Ballmer esteve a frente da Microsoft.

Vamos aguardar pela decisão do gênio multibilionário de TI e da administração em seu possível retorno ao comando de uma das gigantes do setor.


Maiores detalhes em português no portal terra:

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ser nacionalista é gostar de tudo o que é brasileiro ?


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A pergunta pode ter diferentes interpretações, e como tudo na vida, é interessante pisarmos em terreno sólido quando tratamos de definir o escopo desta nossa missiva. Por que digo isso ? "Elementar meu caro Watson", visto que muitos vão responder a esta pergunta afirmativamente enquanto outros dirão um sonoro não a ela. Coloco-me neste segundo time.

Houve um tempo que vivíamos na reserva de mercado, e ela não se resumia ao carro que você dirigia ou ao computador que você possuía. O produto da "cultura brasileira" nos era imposto goela abaixo, nas suas variadas formas: músicas, filmes, programas televisivos, livros, etc, (embora ultimamente o governo petista ande querendo ressuscitar este tempo) dando a falsa impressão de que para sermos nacionalistas, tínhamos de gostar de tudo o que era produzido em nossa nação, mesmo que a produção tivesse qualidade duvidosa. Quem não se lembra dos péssimos filmes dos anos 80, onde o estilo reinante era a pornochanchada  ? Eu me recusava a assistir a tal "lixo cultural", mas se gostasse apenas dos filmes dos ianques americanos eu não era nacionalista o suficiente. Quem viveu os anos 80 deve se lembrar da era de ouro da MPB, onde você praticamente era obrigado a gostar de Caetano, Gil e Gal. Para onde você virasse o ouvido lá estava a nova música do Caetano sendo tocada, e até hoje os cantores de shopping centers, de bares e restaurantes ainda vivem do resquício desta época. Isto é facilmente percebido pela alta dose de MPB nas apresentações. Mas vou deixar claro aqui: até que gosto de algumas canções dele.

Este tipo de comportamento era tão sintomático que me levou a uma coisa gozada na minha adolescência. Afinal, desde cedo eu já me sentia um cidadão mais "global" do que meramente nacional, apesar de sempre ter tido orgulho de minhas raízes. Lembro-me de um episódio que tive com uma garota do meu bairro. Comecei a frequentar a casa dela para conversarmos, pois queria conhecê-la melhor. Certo dia, bastou-me falar que tinha intenção de fazer um "intercâmbio cultural" em outro país - que acabei nem fazendo - para ela deixar de me ver com bons olhos. Sentiu-se ofendida pelo fato de eu querer ver o mundo lá fora, longe das fronteiras nacionais. Na verdade, acho que a lavagem cerebral da ditadura militar a pegou de cheio.

Mas onde quero chegar com todas estas considerações ? Será que sou um daqueles brasileiros embasbacados que só gosta do que vem de fora, que não sabe valorizar o que "é nosso" ? Longe disso. Eu gosto do que é bom, seja ele produzido no Brasil ou fora dele. Não tenho preconceito se algo foi feito por americanos, por australianos, por irlandeses ou por brasileiros! O que importa é que o produto seja bom para se consumir, e fim de papo.

Vejo que hoje nossos produtos, sejam eles culturais ou industriais, têm melhorado muito, passando então a atender um público, digamos, mais exigente. Penso que o sistema de apuração eleitoral brasileiro é, sem sombra de dúvidas, o mais eficiente do globo. Dia desses eu viajei pela companhia Azul, que usa aviões da Embraer. Tive uma grata surpresa em voar num autêntico avião comercial civil fabricado em solo tupiniquim. Sai do voo elogiando o avião, orgulhoso de estar usando um aparelho de melhor qualidade e conforto que os modelos americanos da Boing ou franceses da Airbus. Tive orgulho do meu país, mas com algo que é verdadeiramente bom (vide comentário no meu perfil do facebook http://www.facebook.com/note.php?note_id=274231345940311). Estamos tendo boas surpresas também no cinema. "Até bem pouco tempo atrás", como diria o saudoso Renato Russo, eu não gastava meu suado dinheiro comprando entradas para filmes nacionais, não pelo fato de não ser nacionalista, mas por não prestarem mesmo! Contudo, produções mais atuais como "Tropa de Elite 2", "Segurança Nacional" e o recente "O homem do futuro" fizeram jus a cada centavo que paguei na bilheteria. O cinema nacional está ficando bom, e sua receptividade tem aumentado, o que prova que audiência não se consegue por decreto, mas por um trabalho bem feito que será apreciado pelo público. Nossos carros, que outrora já foram chamados de "carroças" hoje são confortáveis e pouco devem aos "estrangeiros". Muitos até são exportados daqui para fora. Só são muito caros, muito mais caros que lá fora, mas este é outro debate que não cabe nesta breve consideração, pois suscitaria um protesto contra os impostos abusivos do governo e à avidez da indústria nacional em levar o maior lucro possível.

Enfim, ser nacionalista não é gostar somente daquilo que é produzido em nosso país. Faz bem para a cultura ler os livros de Shakespeare, ver bons filmes produzidos fora do país ou ouvir uma boa música internacional. Não estar restrito ao conteúdo nacional é bom no mundo globalizado em que vivemos, ao tempo em que é muito bom vermos que ultimamente temos ficado competitivos em vários segmentos, inclusive culturais.E nada disso nos impede de sermos nacionalistas ou de termos orgulho daquilo que é nosso mas que é, acima de tudo, bem feito. Não podemos, se quisermos ser parte de uma nação séria, nos apoiarmos no pensamento simplista do tipo: se é "made in brazil" é bom. Afinal, se o nosso país quer mesmo "ganhar o mundo", temos a obrigação de conhecer aquilo que ele produz, pois assim seremos muito mais ricos culturalmente, prontos para os desafios dos anos à frente, onde a pluralidade cultural será cada vez mais valorizada.

OBS: Referencio também um artigo do Gustavo Loschpe, da Veja, cujo teor é condizente com o que dizemos aqui, embora o foco da matéria seja a educação. Vale a pena a leitura: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/voce-acha-que-as-escolas-particulares-brasi-leiras-sao-boas

sábado, 13 de agosto de 2011

Homenagem aos Pais | A Tribute to the fathers



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Pai,

Ele é a referência,

Ele é a coluna principal da família,

Ele é a força e o amor unidos,

E neste dia todo especial,

Deixo minha homenagem a você,

Que ajuda a formar a geração do futuro,

Parabéns pelo seu dia.

Feliz dia dos Pais!




Father,

He is the reference,

He is the main pillar of the family,

He is strength and love together,

And on this special day,

I leave my tribute to you,

Who helps to form the future generations,

Congratulations for your day.

Happy Father's Day!



Por/By Pedro Lima